Páginas

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sociedade, ninguém gosta, mas ninguém vive sem

O homem é um ser que depende sempre do convívio com outros para poder evoluir mentalmente. É o único ser que na busca incessante por conhecimento sempre esbarra na questão de si mesmo e é capaz de refletir e questionar o próprio ser.

O desenvolvimento da sociedade foi feito baseado sempre em um sistema onde todos se ajudam e cada um faz uma parte do trabalho, dividindo, assim, igualmente o trabalho de uma sociedade inteira para cada pessoa. Porém o homem sempre quer mais e nunca está satisfeito com o que tem, sempre deseja mais e mais. Numa sociedade, isso se torna um problema, pois todos dependem um do outro, mas um único homem nunca é capaz de ver e reconhecer o sistema grandioso do qual ele faz parte.

O homem é um ser que, por não ver o sistema complexo que ele movimenta, sempre está buscando mais do que já possui. Com essa busca incessante ele cria um defeito sobre si mesmo chamado egoísmo, isso é, ele deixa de ser capaz de se ver como parte da sociedade e começa a se ver ainda mais como uma única pessoa, como se vivesse em uma ilha. Então surge o terrível problema do individualismo.

O homem se torna totalmente incapaz de pensar no próximo, ele acredita que cada um deve cuidar da própria vida, que não se pode ajudar ninguém, ele começa a ignorar seus semelhantes, como um empresário passando ao lado de um mendigo, onde o mendigo é uma criatura totalmente invisível aos olhos do empresário. A sociedade deixa de existir, o homem só enxerga a si mesmo.

O individualismo é um problema sério, pois o homem só evolui em conjunto, o individualismo não permite que o homem viva em conjunto, em uma sociedade, ele separa as pessoas cada vez mais. Desde a pré-história, o homem tem evoluído estando incluído em uma sociedade. Todos os períodos de evolução, o homem questionava a si mesmo e o mundo ao seu redor e também dependia de uma sociedade que pudesse aceitar seus questionamentos. Um dos momentos que não ouve evolução foi na Idade Média, ou Idade das Trevas, onde o homem se limitou a viver de uma única maneira e a sociedade não aceitava novos questionamentos. Podemos deduzir que isso se deu devido ao individualismo, onde a igreja impôs que ela era a única verdade e salvação, ela colocou suas ideias como absolutas, seus pensamentos como inquestionáveis, e se alguém questionasse, ela o silenciava de alguma maneira, sendo que possuíam diversas maneiras de fazer isto.

Uma forma de limitar a sociedade da Idade Média foi controlar o conhecimento e suas bases, o qual era necessário para formação de novos questionamentos e buscas por respostas. Não há como procurar uma resposta sem uma pergunta. E era com isso que a igreja contava, a falta de base para novas descobertas e inovação do pensamento da sociedade. Com isso, o homem ficou parado em um mesmo momento da história durante séculos.

A sociedade não passa de um conjunto de pessoas o qual o ser humano é obrigado a conviver para poder se manter vivo e evoluir seu pensamento e conhecimento, porém o ser humano muitas vezes não percebe a importância que ele tem nesse conjunto enorme de pessoas, onde para evoluir, precisa-se de um conjunto de pessoas, a sociedade, e a possibilidade de questionamento sobre o próprio ser e o mundo ao seu redor.