Mais um dia, mais uma vez a pensar na vida e na inutilidade de tudo.
Só me resta aproveitar os bons momentos.
Estava hoje a ver o quanto as pessoas se deixam ser desgastadas por coisas tão mínimas, percebi que essa não é a vida que eu quero pra mim, quero ser desgastado pelo amor, e não por criancices. Sim, chamei de "criancices", se meus leitores (que não sei se existem) acham que disse algo ofensivo ou algo que não concordam, sinto lhes dizer que não dou a mínima, pois a opinião é minha, o blog é meu e eu falo o que eu quero. Por isso vou dizer que vocês, humanos, são tão idiotas que não sabem viver direito. Não analisam as consequências de seus atos, não sabem o que fazem, não fazem pensando em seu futuro que pode trazer mais prazer que o presente.
Bom, passei por aqui pra dizer que hoje eu me diverti muito e simplesmente estou brincando de arremessar meus problemas na lata de lixo e se acertar eu grito:
CESTA!
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
domingo, 26 de outubro de 2014
A Luz nos seus olhos
Os dias tem passado de forma estranha ultimamente.
Tive uma epifania, então as coisas estão bem diferentes que o usual. Agora vejo coisas que antes eu não via, isso é bom pra mim, tenho uma nova perspectiva da vida, coisa que sempre pedi a Deus. Porém ás vezes acho que isso causa um atrito em minhas relações sociais, pois ninguém é capaz de ver com tanta intensidade quanto eu.
Tenho me alegrado demais com meus amigos e a capacidade que eles tem para fazer coisas boas. Um deles andou salvando minha vida em uma dessas terríveis noites.
A vida é como uma reprise eterna de Friends para mim, sei tudo que irá acontecer. Saber tudo o que está por vir não me anima, não me deixa esperançoso não me faz querer prosseguir.
Mas estou aqui para ser forte, apesar de ter o conhecimento de tudo, prefiro viver com mentiras a respeito do tempo para combater as lágrimas e aproveitar a dádiva de hoje que é o meu Presente.
Um dia disse que essa vida é a nossa segunda chance, aproveitarei a minha segunda chance da melhor forma que eu puder, pois ela custou caro. Aprendi a não falar coisas que me matam, espero que um dia todos aprendam a não falar coisas que as matam, pois é uma ilusão achar que estamos ferindo outra pessoa, na verdade nossas palavras sempre ferem muito mais a nós mesmos.
Hoje eu sei que sou um vaso, um vaso de honra e que o tempo que vejo em meus olhos são apenas uma fonte enorme e inesgotável de esperança que me foi dado de graça. Apenas queria que todos vissem o quão maravilhoso é o Presente que eu recebi.
Para conhecer o presente é necessário ter consciência do passado, um passado que eu lembro e todos esqueceram, aquele passado onde todo mundo errou e morreu.
Hoje eu vivo para acertar.
Tive uma epifania, então as coisas estão bem diferentes que o usual. Agora vejo coisas que antes eu não via, isso é bom pra mim, tenho uma nova perspectiva da vida, coisa que sempre pedi a Deus. Porém ás vezes acho que isso causa um atrito em minhas relações sociais, pois ninguém é capaz de ver com tanta intensidade quanto eu.Tenho me alegrado demais com meus amigos e a capacidade que eles tem para fazer coisas boas. Um deles andou salvando minha vida em uma dessas terríveis noites.
A vida é como uma reprise eterna de Friends para mim, sei tudo que irá acontecer. Saber tudo o que está por vir não me anima, não me deixa esperançoso não me faz querer prosseguir.
Mas estou aqui para ser forte, apesar de ter o conhecimento de tudo, prefiro viver com mentiras a respeito do tempo para combater as lágrimas e aproveitar a dádiva de hoje que é o meu Presente.
Um dia disse que essa vida é a nossa segunda chance, aproveitarei a minha segunda chance da melhor forma que eu puder, pois ela custou caro. Aprendi a não falar coisas que me matam, espero que um dia todos aprendam a não falar coisas que as matam, pois é uma ilusão achar que estamos ferindo outra pessoa, na verdade nossas palavras sempre ferem muito mais a nós mesmos.
Hoje eu sei que sou um vaso, um vaso de honra e que o tempo que vejo em meus olhos são apenas uma fonte enorme e inesgotável de esperança que me foi dado de graça. Apenas queria que todos vissem o quão maravilhoso é o Presente que eu recebi.
Para conhecer o presente é necessário ter consciência do passado, um passado que eu lembro e todos esqueceram, aquele passado onde todo mundo errou e morreu.
Hoje eu vivo para acertar.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Livro Um - Pesado
Nunca amanhecia, o dia nunca chegava. O tempo não passava, ali não existia tempo para passar. Logo após o primeiro dia, pensei em fugir, pensei em escapar. Mas ao final do dia já existiam coisas novas.
Dessa vez uma corda subiu de todo aquele lodo no chão. Numa ponta um laço para me enforcar, eu sabia, e do outro lado uma pedra amarrada, uma pedra enorme. Como tudo e nada fazia sentido algum, podia-se entender tudo. Tudo era contraditório, invertido e esquisito, como meu ultimo dia que tinha evidentemente durado mais de apenas um dia, mesmo não sabendo as horas, sabia quando era dia, quando era noite, quando amanhecia. O problema é que tudo sempre continuava cinza.
A corda com forças próprias se enrolou no meu pescoço, eu tentei lutar, tentei fugir, mas cai e ela me arrastou para o centro do quarto. Percebi que fiquei cheio de lama com essa pequena briga que tive com uma corda. A pedra pairou por cima da minha cabeça por alguns segundos, logo ela desceu, mas não me acertou, acertou o chão ao meu lado e começou a afundar. Tão logo comecei a me sufocar, lutei para tirar a corda do meu pescoço, mas ela estava muito bem apertada. Parecia que a pedra do outro lado pesava uma tonelada. E eu estava ali me sufocando, quase me afundando no meio de toda aquela lama cinzenta, mas sem me afundar realmente. Fiquei assim por muito tempo, quando o peso da pedra começou a parecer mais aceitável. Foi então que eu vi o lodo ao meu redor se juntando em cima de mim e criando forma, tentei gritar, mas a voz não saia.
Logo tinham dois corvos muito barulhentos em cima de meus ombros. E eles davam risadas e gritavam feito loucos. Quando pararam um deles olhou em meus olhos e começou a falar "Seu Deus não pode mais ouvir você, aqui você não pode chamar por Ele, pois nós somos os Deuses deste mundo e você pertence a nós".
Logo que um falava, o outro completava "você foi condenado a ficar aqui pra sempre, graças a seu pai, mas ele não fez isso sozinho".
Eles começaram a conversar e falar sobre mil coisas. Me contaram sobre como eu trouxe a destruição há um dos reinos da terra, ao sétimo reino especificamente. Me contaram a história de uma jovem chamada Rebeca que eu torturei, estuprei e gerei um filho, este se tornou uma semente destruidora para toda a terra. A cada acusação a minha mente via algo que faria, nunca fiz, mas vou fazer. Não sabia de que lugar eram aquelas imagens, mas sentia que eu tinha vivido aquilo. Sabia que aquilo tinha sido eu quem fez. Foi quando a pedra começou a puxar mais meu pescoço, estrangular mais a minha garganta. Aquelas aves já estavam irritando, então tentei matá-las, mas elas foram mais rápidas e voaram para cima, fugindo de minhas mãos. Vingativas, elas voltaram e com um golpe certeiro cada uma acertou um dos meus olhos, depois sentaram de novo em meu ombro e deram a sugestão uma a outra de comer meus olhos. Elas começaram a bicar meu rosto enquanto cantavam "ninguém gosta de você, todos te abandonaram, estão todos lá fora, sem você, se divertindo". Fiquei cego e tentei agarra-las de novo enquanto era estrangulado cada vez mais. Mas dessa vez minhas mãos não conseguiam tocá-las, eu as sentia comendo meus olhos, sentadas nos meus ombros, mas não podia tocá-las.
Percebi que as coisas estavam cada vez piores, pois elas não cansavam de cantar a mesma música.
"ninguém gosta de você, todos te abandonaram, estão todos lá fora, sem você, se divertindo"
A corda parecia estar sendo puxada por um trator, querendo arrebentar meu pesco. Os corvos não cansavam de comer meus olhos. A dor era imensa, indescritível.
Tudo que eu queria era o que eu não podia, sair dali. E eu sabia que tinha culpa de estar ali. E quanto mais eu entendia minha culpa, mais eu era estrangulado.
Dessa vez uma corda subiu de todo aquele lodo no chão. Numa ponta um laço para me enforcar, eu sabia, e do outro lado uma pedra amarrada, uma pedra enorme. Como tudo e nada fazia sentido algum, podia-se entender tudo. Tudo era contraditório, invertido e esquisito, como meu ultimo dia que tinha evidentemente durado mais de apenas um dia, mesmo não sabendo as horas, sabia quando era dia, quando era noite, quando amanhecia. O problema é que tudo sempre continuava cinza.
A corda com forças próprias se enrolou no meu pescoço, eu tentei lutar, tentei fugir, mas cai e ela me arrastou para o centro do quarto. Percebi que fiquei cheio de lama com essa pequena briga que tive com uma corda. A pedra pairou por cima da minha cabeça por alguns segundos, logo ela desceu, mas não me acertou, acertou o chão ao meu lado e começou a afundar. Tão logo comecei a me sufocar, lutei para tirar a corda do meu pescoço, mas ela estava muito bem apertada. Parecia que a pedra do outro lado pesava uma tonelada. E eu estava ali me sufocando, quase me afundando no meio de toda aquela lama cinzenta, mas sem me afundar realmente. Fiquei assim por muito tempo, quando o peso da pedra começou a parecer mais aceitável. Foi então que eu vi o lodo ao meu redor se juntando em cima de mim e criando forma, tentei gritar, mas a voz não saia.
Logo tinham dois corvos muito barulhentos em cima de meus ombros. E eles davam risadas e gritavam feito loucos. Quando pararam um deles olhou em meus olhos e começou a falar "Seu Deus não pode mais ouvir você, aqui você não pode chamar por Ele, pois nós somos os Deuses deste mundo e você pertence a nós".
Logo que um falava, o outro completava "você foi condenado a ficar aqui pra sempre, graças a seu pai, mas ele não fez isso sozinho".
Eles começaram a conversar e falar sobre mil coisas. Me contaram sobre como eu trouxe a destruição há um dos reinos da terra, ao sétimo reino especificamente. Me contaram a história de uma jovem chamada Rebeca que eu torturei, estuprei e gerei um filho, este se tornou uma semente destruidora para toda a terra. A cada acusação a minha mente via algo que faria, nunca fiz, mas vou fazer. Não sabia de que lugar eram aquelas imagens, mas sentia que eu tinha vivido aquilo. Sabia que aquilo tinha sido eu quem fez. Foi quando a pedra começou a puxar mais meu pescoço, estrangular mais a minha garganta. Aquelas aves já estavam irritando, então tentei matá-las, mas elas foram mais rápidas e voaram para cima, fugindo de minhas mãos. Vingativas, elas voltaram e com um golpe certeiro cada uma acertou um dos meus olhos, depois sentaram de novo em meu ombro e deram a sugestão uma a outra de comer meus olhos. Elas começaram a bicar meu rosto enquanto cantavam "ninguém gosta de você, todos te abandonaram, estão todos lá fora, sem você, se divertindo". Fiquei cego e tentei agarra-las de novo enquanto era estrangulado cada vez mais. Mas dessa vez minhas mãos não conseguiam tocá-las, eu as sentia comendo meus olhos, sentadas nos meus ombros, mas não podia tocá-las.
Percebi que as coisas estavam cada vez piores, pois elas não cansavam de cantar a mesma música.
"ninguém gosta de você, todos te abandonaram, estão todos lá fora, sem você, se divertindo"
A corda parecia estar sendo puxada por um trator, querendo arrebentar meu pesco. Os corvos não cansavam de comer meus olhos. A dor era imensa, indescritível.
Tudo que eu queria era o que eu não podia, sair dali. E eu sabia que tinha culpa de estar ali. E quanto mais eu entendia minha culpa, mais eu era estrangulado.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Livro Um - Frio
Frio! Era assim que eu me sentia.
Abri meus olhos e vi que estava em meu quarto, encostado na parede. Estava frio. Meus pés descalços estavam cheios de lodo e eu estava sozinho, mais do que tudo, eu me sentia sozinho. Me sentia sozinho em um mundo sem novidade, um mundo sem almas vivas. O quarto era cinza, tudo era cinza. Cobertas cinzas, paredes cinzas, livros sem nomes cinzas. Nenhuma janela, apenas paredes e uma porta, uma porta cinza. Nenhuma mudança de tom, apenas o mesmo cinza em todos os lugares.
Eu não me sentia bem, o cinza não me fazia bem. O frio não me fazia bem. Meu pé afundando naquele lodo, também cinza, fazia eu me sentir mal.
Olhei para meu pulso, tinham pequenas marcas vermelhas parecendo ter sido feita em caneta, esfreguei e elas não saíram. Resolvi sair daquele quarto, que se parecia tanto com o meu. Quando cheguei a porta, uma figura masculina aparece de repente bloqueando meu caminho e perguntando:
-- Onde você pensa que vai, pivete? Você não vai sair daqui. Não antes de ouvir a verdade.
Nesse momento ele me empurrou para trás com tanta força que bate as costas na parede do outro lado e me afundei na lama, me sujando todo. E ele começou a jorrar insultos, por vezes eu via sua língua sibilar como uma cobra, mas logo parecia estar normal de novo. Mas as palavras eram pesadas demais para mim. Logo elas começaram a deixar de ser apenas insultos, mas começaram a me cortar como se fossem mil facas, eu sentia a dor na pele, eu sentia algo tentando dividir meus ossos dos músculos e isso doía. Nem percebi quando estava de joelhos tentando tampar o som das palavras com as mãos nos ouvidos e gritando de tanta dor, insuportável dor. Ele mandou eu tirar as mãos do ouvido, mas não deu tempo de obedecer, antes mesmo que eu pudesse me mover, minhas mãos se congelaram e caíram na minha frente.
Me sentia sozinho, perdido, devastado e sem mãos, não conseguia fazer nada. A dor era tão forte, mais forte do que eu podia suportar. Mais forte do que eu imaginei que podia existir e o sentimento de solidão era devastador. Eu sabia de alguma forma que ali ninguém mais iria vir para me socorrer, eu iria continuar a ouvir mil acusações, mil insultos, duas mil acusações, dois mil insultos. O número apenas aumentava.
O dia não acabava.
Eu já não podia me mover mais. Mas ele ainda não tinha acabado. Ainda sentia todas as dores, que só iam aumentando, ainda sentia o frio, que parecia entrar como pedras de gelo em meus pulmões. Comecei a questionar como eu ainda estava vivo, como ainda não tinha me afogado naquele lodo todo que parecia cada vez mais úmido, fundo e frio. Eu simplesmente continuava ali sofrendo e agoniando com... o que era aquilo? Eu não sabia o que era, não sabia dar um nome, não sabia, não tinha ideia, eu estava perdido, sem definição, sem localização, sem ninguém. Já não tinha mais voz para gritar e o dia não acabava nunca, simplesmente continuava e continuava como um ciclo sem fim, eterno.
Passei por isso durante o que seria uma semana. Então o dia acabou, e de repente minhas mãos estavam lá de novo, presas em meus pulsos, eu estava sozinho novamente em meu quarto. Notei que um pequeno recorte em forma de circulo sangrava no meu peito. Meu sangue escorria gelado e viscoso.
Não tive tempo de reparar que a tortura tinha chego ao fim, quando quatro seres emergiram de toda aquela lama e começaram a me acusar. Começaram a me dar motivos para tudo que eu estava passando, começaram a me mostrar meus erros. Um dos seres dizia que eu errei como filho ao ser quem eu era, outro dizia que eu errei como humano ao desistir de ser humano, o terceiro falava sobre meus erros com a humanidade, e listava todas as coisas de mal que eu fazia, o quarto era a figura de minha mãe dizendo que eu era um simples erro. Então a dor voltou e eu comecei a sangrar através de meus olhos. O sangue não parava e não parecia querer parar. Ele apenas continuava a jorrar e a agonia só aumentava.
Abandonado, rejeitado, sangrando, descalço, sozinho e com frio. Essa agora era minha vida.
Abri meus olhos e vi que estava em meu quarto, encostado na parede. Estava frio. Meus pés descalços estavam cheios de lodo e eu estava sozinho, mais do que tudo, eu me sentia sozinho. Me sentia sozinho em um mundo sem novidade, um mundo sem almas vivas. O quarto era cinza, tudo era cinza. Cobertas cinzas, paredes cinzas, livros sem nomes cinzas. Nenhuma janela, apenas paredes e uma porta, uma porta cinza. Nenhuma mudança de tom, apenas o mesmo cinza em todos os lugares.
Eu não me sentia bem, o cinza não me fazia bem. O frio não me fazia bem. Meu pé afundando naquele lodo, também cinza, fazia eu me sentir mal.
Olhei para meu pulso, tinham pequenas marcas vermelhas parecendo ter sido feita em caneta, esfreguei e elas não saíram. Resolvi sair daquele quarto, que se parecia tanto com o meu. Quando cheguei a porta, uma figura masculina aparece de repente bloqueando meu caminho e perguntando:
-- Onde você pensa que vai, pivete? Você não vai sair daqui. Não antes de ouvir a verdade.
Nesse momento ele me empurrou para trás com tanta força que bate as costas na parede do outro lado e me afundei na lama, me sujando todo. E ele começou a jorrar insultos, por vezes eu via sua língua sibilar como uma cobra, mas logo parecia estar normal de novo. Mas as palavras eram pesadas demais para mim. Logo elas começaram a deixar de ser apenas insultos, mas começaram a me cortar como se fossem mil facas, eu sentia a dor na pele, eu sentia algo tentando dividir meus ossos dos músculos e isso doía. Nem percebi quando estava de joelhos tentando tampar o som das palavras com as mãos nos ouvidos e gritando de tanta dor, insuportável dor. Ele mandou eu tirar as mãos do ouvido, mas não deu tempo de obedecer, antes mesmo que eu pudesse me mover, minhas mãos se congelaram e caíram na minha frente.
Me sentia sozinho, perdido, devastado e sem mãos, não conseguia fazer nada. A dor era tão forte, mais forte do que eu podia suportar. Mais forte do que eu imaginei que podia existir e o sentimento de solidão era devastador. Eu sabia de alguma forma que ali ninguém mais iria vir para me socorrer, eu iria continuar a ouvir mil acusações, mil insultos, duas mil acusações, dois mil insultos. O número apenas aumentava.
O dia não acabava.
Eu já não podia me mover mais. Mas ele ainda não tinha acabado. Ainda sentia todas as dores, que só iam aumentando, ainda sentia o frio, que parecia entrar como pedras de gelo em meus pulmões. Comecei a questionar como eu ainda estava vivo, como ainda não tinha me afogado naquele lodo todo que parecia cada vez mais úmido, fundo e frio. Eu simplesmente continuava ali sofrendo e agoniando com... o que era aquilo? Eu não sabia o que era, não sabia dar um nome, não sabia, não tinha ideia, eu estava perdido, sem definição, sem localização, sem ninguém. Já não tinha mais voz para gritar e o dia não acabava nunca, simplesmente continuava e continuava como um ciclo sem fim, eterno.
Passei por isso durante o que seria uma semana. Então o dia acabou, e de repente minhas mãos estavam lá de novo, presas em meus pulsos, eu estava sozinho novamente em meu quarto. Notei que um pequeno recorte em forma de circulo sangrava no meu peito. Meu sangue escorria gelado e viscoso.
Não tive tempo de reparar que a tortura tinha chego ao fim, quando quatro seres emergiram de toda aquela lama e começaram a me acusar. Começaram a me dar motivos para tudo que eu estava passando, começaram a me mostrar meus erros. Um dos seres dizia que eu errei como filho ao ser quem eu era, outro dizia que eu errei como humano ao desistir de ser humano, o terceiro falava sobre meus erros com a humanidade, e listava todas as coisas de mal que eu fazia, o quarto era a figura de minha mãe dizendo que eu era um simples erro. Então a dor voltou e eu comecei a sangrar através de meus olhos. O sangue não parava e não parecia querer parar. Ele apenas continuava a jorrar e a agonia só aumentava.
Abandonado, rejeitado, sangrando, descalço, sozinho e com frio. Essa agora era minha vida.
domingo, 10 de agosto de 2014
1 Nada Secular
YellowCard - Light Up the Sky
Música legal, pra quem gosta de Rock alternativo, musica maravilhosa para quem não se sente amado por Deus. Sinta que Ele canta para você!
Não imagino mais ninguém que explodiria para salvar a sua vida, não conheço ninguém que faria alguma coisa para salvar a minha vida! Além, é claro, de Jesus. Lembrar que Ele se entregou a morte um dia para que eu vivesse hoje é um fato que me traz muita alegria, pois hoje o Pai fala o tempo todo como Ele me ama. Hoje eu sou visto como santo perante aos olhos dEle.
Por isso essa musica não é secular! Ela foi inspiração do Pai para dizer o quanto Ele se importa conosco, para mostrar o quanto Ele nos ama. Essa é uma música cantada pelo próprio Deus.
E com esta postagem eu inicio uma série de postagens, mostrando que não existe nada secular, pois tudo é feito para a adoração de Deus.
E você? O que tem ouvido é uma adoração constante a Deus?
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Poço
Um dia a janela está aberta, ela entra e pode conversar comigo, ela pode dormir, ela pode sonhar, ela pode planejar, ela pode ser quem é assim como seu criador disse que seria. Mas um dia a pessoa briga comigo porque quando vem não tem escadas para alcançar a janela, depois reclama que os biscoitos estão muito doces, depois ela acha nojento os meus biscoitos. Logo ela está me fazendo mover mundo e obstáculos para fazer a vida da pessoas ser cheia de graça e prazeres. Eu não reclamo, tenho prazer em servir, porque eu amo! E sempre que ela toca meu rosto me lembro o quanto é bom amar.
Mas nem todo mundo é aperfeiçoado no amor. Então ela esconde de mim, se esconde de mim. Guarda rancor, guarda mágoa e não me diz. Faz coisas que me machucam, faz coisas que me fazem querer desistir. Eu não desisto, mesmo ela querendo se afastar cada vez mais. Eu ainda não desisti, mesmo hoje apesar das atitudes que estou tomando. Pois como Deus nos uniu um dia, homem nenhum, nem mesmo eu ou ela, poderá nos separar um dia.
E agora uma pedra termina essa história e a vida, sem vida se encerra.
Resolvi colocar tudo dentro de um poço, um poço fundo o qual eu não darei atenção. Não posso mais continuar desse jeito, não consigo mais sobriviver com essa porcaria toda. Meu mundo se apaga, meu espirito se despede.
Adeus meu amigo, até um dia que nos conheceremos de novo, eu sei que muita coisa pode mudar e quando eu olho pra trás eu sei que eu não mudaria nenhum dia! Espero que você possa dizer o mesmo. Deixo aqui um único enigma no final dessa postagem. Todo sopro que apaga uma vela reascende o que for pra ficar!
Dear my closest friend, I'm writing because I miss you so much!
Mas nem todo mundo é aperfeiçoado no amor. Então ela esconde de mim, se esconde de mim. Guarda rancor, guarda mágoa e não me diz. Faz coisas que me machucam, faz coisas que me fazem querer desistir. Eu não desisto, mesmo ela querendo se afastar cada vez mais. Eu ainda não desisti, mesmo hoje apesar das atitudes que estou tomando. Pois como Deus nos uniu um dia, homem nenhum, nem mesmo eu ou ela, poderá nos separar um dia.
E agora uma pedra termina essa história e a vida, sem vida se encerra.
Resolvi colocar tudo dentro de um poço, um poço fundo o qual eu não darei atenção. Não posso mais continuar desse jeito, não consigo mais sobriviver com essa porcaria toda. Meu mundo se apaga, meu espirito se despede.
Adeus meu amigo, até um dia que nos conheceremos de novo, eu sei que muita coisa pode mudar e quando eu olho pra trás eu sei que eu não mudaria nenhum dia! Espero que você possa dizer o mesmo. Deixo aqui um único enigma no final dessa postagem. Todo sopro que apaga uma vela reascende o que for pra ficar!
Dear my closest friend, I'm writing because I miss you so much!
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Desabafo Abafado
Temos perdido o caminho para casa!
Saudade de quando eramos jovens, nós eramos corajosos quando ainda jovens! Nós falávamos!
Agora vivemos a frieza do dia-a-dia, deixando que a vida nos devore, esquecemos de descansar e enchemos nosso coração com ouro e prata, que não teremos onde enterrar! Nossos corações foram enterrados junto com os cantos de nossa família, que veio de outro lugar, de outra época.
A morte vem devorando a vida cada vez mais, os mortos continuam deitados, somos enganados e deixamos que nos tornem mais um psicopata, mais um na massa, caímos no laço.
Então não me venha falar de dias melhores, ainda existe a memória de algo que eu devo ter lido, de uma casa cheia de amigos onde um deles poderia ser o nosso! Provavelmente um livro cheio de poeira que tinha esperança no final.
Um dia a vida me açoitou, bateu forte e deixou marcas. Um dia eu morri, ou não. Um dia morte me fez vivo, um dia eu me tornei o mais forte, mais precioso, o mais estimado. Um dia, hoje há um peso em meu coração sempre que vejo o peso que há em seus olhos. Hoje eu estou caindo aos pedaços, sem quase respirar, com o coração partido em mil pedaços que continua a bater.
Eu ouço uma voz dentro de mim que começa a crescer e a se torna um grito. Estou sobre os meus joelhos, procurando o ar para respirar. Os pensamentos de paranóis em perder aquilo que nem é meu me consomem. Hoje, nessa noite eu sei que eu choro. Mas amanhã serei novo!
Saudade de quando eramos jovens, nós eramos corajosos quando ainda jovens! Nós falávamos!
Agora vivemos a frieza do dia-a-dia, deixando que a vida nos devore, esquecemos de descansar e enchemos nosso coração com ouro e prata, que não teremos onde enterrar! Nossos corações foram enterrados junto com os cantos de nossa família, que veio de outro lugar, de outra época.
A morte vem devorando a vida cada vez mais, os mortos continuam deitados, somos enganados e deixamos que nos tornem mais um psicopata, mais um na massa, caímos no laço.
Então não me venha falar de dias melhores, ainda existe a memória de algo que eu devo ter lido, de uma casa cheia de amigos onde um deles poderia ser o nosso! Provavelmente um livro cheio de poeira que tinha esperança no final.
Um dia a vida me açoitou, bateu forte e deixou marcas. Um dia eu morri, ou não. Um dia morte me fez vivo, um dia eu me tornei o mais forte, mais precioso, o mais estimado. Um dia, hoje há um peso em meu coração sempre que vejo o peso que há em seus olhos. Hoje eu estou caindo aos pedaços, sem quase respirar, com o coração partido em mil pedaços que continua a bater.
Eu ouço uma voz dentro de mim que começa a crescer e a se torna um grito. Estou sobre os meus joelhos, procurando o ar para respirar. Os pensamentos de paranóis em perder aquilo que nem é meu me consomem. Hoje, nessa noite eu sei que eu choro. Mas amanhã serei novo!
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Tudo Isso É Pra Ela
Encontrando a metade da laranja, a minha metade da laranja.
Uma vez me perguntaram se eu acreditava na eternidade, eu disse que não, pois não havia experimentado nada que durasse para sempre. Então eu conheci ela, a Ana.
Hoje eu sei que posso tocar a eternidade todas as vezes que estou com você, pois com você me sinto mais perto do paraíso, mais perto de Deus, como se eu pudesse tocar o infinito, pois ao seu lado eu sei que nós podemos continuar a caminhar, a nunca parar de caminhar e continuar a nossa missão. Com você eu sei que posso tocar a eternidade. Eu percebi que juntos somos maravilhosos, somos tão bons juntos que parecemos apenas um.
Por isso venho por meio do meu Blog declarar que nós vamos viver uma eternidade juntos, pois eu sei que a eternidade, a segurança está na minha outra parte, a parte que existe em você!
Eu encontrei a eternidade através da sua vida, minha alma gêmea. Você é a parte que estava faltando em mim, por isso sou extremamente grato a Deus por esse presente que eu ganhei, que se chama Ana!
Nuvens de tempestades podem se formar, estrelas podem se colidir, mas aconteça o que acontecer, eu te amarei desde o dia em que você contou aquela musica até o dia em que as cortinas se fecharem, serei sempre seu.
Uma vez me perguntaram se eu acreditava na eternidade, eu disse que não, pois não havia experimentado nada que durasse para sempre. Então eu conheci ela, a Ana.
Hoje eu sei que posso tocar a eternidade todas as vezes que estou com você, pois com você me sinto mais perto do paraíso, mais perto de Deus, como se eu pudesse tocar o infinito, pois ao seu lado eu sei que nós podemos continuar a caminhar, a nunca parar de caminhar e continuar a nossa missão. Com você eu sei que posso tocar a eternidade. Eu percebi que juntos somos maravilhosos, somos tão bons juntos que parecemos apenas um.
Por isso venho por meio do meu Blog declarar que nós vamos viver uma eternidade juntos, pois eu sei que a eternidade, a segurança está na minha outra parte, a parte que existe em você!
Eu encontrei a eternidade através da sua vida, minha alma gêmea. Você é a parte que estava faltando em mim, por isso sou extremamente grato a Deus por esse presente que eu ganhei, que se chama Ana!
Nuvens de tempestades podem se formar, estrelas podem se colidir, mas aconteça o que acontecer, eu te amarei desde o dia em que você contou aquela musica até o dia em que as cortinas se fecharem, serei sempre seu.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Livro Um - Começo
O mundo é belo, uma porção de merda servida em um grande restaurante Fast Food.
Essa é a definição que ficava na cabeça. Pura alienação, pois essa ideia não era originaria daquela cabeça. Parecia que existia vida, mas acredita-se que ela estava esmorecendo e deixando de existir. Garanto que não havia sonho, no lugar apenas vozes de fantasmas e lembranças de um outro lugar em outro tempo, de outra família cantando e rindo, sons que agora estavam soterrados em baixo da terra.
A agonia era enorme, nada parecia certo e lutar as vezes era tão entediante. Foi em um dia que uma menina apareceu e começou a conversar, sua voz era serena e parecia esconder uma risada afiada em tudo que ela dizia. "O que fazes aqui?". Foi deste modo que ela começou o assunto. E a conversa foi desenrolando. Logo eu estava contando todas minhas agonias para uma pessoa que parecia me compreender, parecia entender tudo. Ela era uma menina muito bonita, muito simples, parecia irradiar uma luz toda vez que se mexia. Ela me disse que o mundo era muito mal, que eu não deveria passar pelo que eu estava passando. "Você merece mais do que isso, esse mundo não te merece" era desta forma que ela falava, usava frases poéticas "Se eles não se importam com você, não gaste seu tempo com isso, siga em frente!" e assim ela mostrava-se tão sábia, tão inteligente. Percebi que viver era questão de não lutar contra o mundo, me deixar levar por ele, sendo guiado conforme a maré remava. Parecia feliz por algumas vezes.
Mas a luz chamada amor já estava muito fraca em mim.
Um belo dia resolvi dar fim a aquele vazio. Uma pessoinha sábia, tão inteligente, me tinha dito uma forma de me livrar de tudo. E ali estava eu. Suspenso no telhado, pronto para dizer adeus a tudo que eu não conquistei. Parecia simples: pular e ficar livre; não pular e continuar a sofrer.
A escolha foi óbvia.
A sensação era maravilhosa, parecia que tudo começava a se mover em câmera lenta, então tudo que não se via se tornou visível ao passo que o chão se aproximava. Haviam dois cães surrados me esperando bem onde eu deveria cair, um homem muito bem vestido e com cara de velho, mas ainda com muita energia, parecia forte o suficiente para me segurar e evitar minha queda, o que que me assustou, pensei que ele iria me impedir, logo percebi que ele estava esperando que eu chegasse ao final da queda. E ainda tinha aquela menina, que agora não brilhava mais, mas no lugar de brilho existiam dentes pontiagudos e olhos muito vermelhos, seus pés estavam descalçados e cheios de terra, sujos, suas roupas que era tão bem feitas agora estavam com rasgos e remendos. A única coisa que continuava em ordem era seu cabelo muito bem penteado com duas tranças que pareciam não se desmanchar nunca.
E então acabou. O chão chegou, arrebentou minha cabeça e me livrou de toda aquela dor. E eu ainda estava lá pra saber que tudo tinha chegado ao fim.
Essa é a definição que ficava na cabeça. Pura alienação, pois essa ideia não era originaria daquela cabeça. Parecia que existia vida, mas acredita-se que ela estava esmorecendo e deixando de existir. Garanto que não havia sonho, no lugar apenas vozes de fantasmas e lembranças de um outro lugar em outro tempo, de outra família cantando e rindo, sons que agora estavam soterrados em baixo da terra.
A agonia era enorme, nada parecia certo e lutar as vezes era tão entediante. Foi em um dia que uma menina apareceu e começou a conversar, sua voz era serena e parecia esconder uma risada afiada em tudo que ela dizia. "O que fazes aqui?". Foi deste modo que ela começou o assunto. E a conversa foi desenrolando. Logo eu estava contando todas minhas agonias para uma pessoa que parecia me compreender, parecia entender tudo. Ela era uma menina muito bonita, muito simples, parecia irradiar uma luz toda vez que se mexia. Ela me disse que o mundo era muito mal, que eu não deveria passar pelo que eu estava passando. "Você merece mais do que isso, esse mundo não te merece" era desta forma que ela falava, usava frases poéticas "Se eles não se importam com você, não gaste seu tempo com isso, siga em frente!" e assim ela mostrava-se tão sábia, tão inteligente. Percebi que viver era questão de não lutar contra o mundo, me deixar levar por ele, sendo guiado conforme a maré remava. Parecia feliz por algumas vezes.
Mas a luz chamada amor já estava muito fraca em mim.
Um belo dia resolvi dar fim a aquele vazio. Uma pessoinha sábia, tão inteligente, me tinha dito uma forma de me livrar de tudo. E ali estava eu. Suspenso no telhado, pronto para dizer adeus a tudo que eu não conquistei. Parecia simples: pular e ficar livre; não pular e continuar a sofrer.
A escolha foi óbvia.
A sensação era maravilhosa, parecia que tudo começava a se mover em câmera lenta, então tudo que não se via se tornou visível ao passo que o chão se aproximava. Haviam dois cães surrados me esperando bem onde eu deveria cair, um homem muito bem vestido e com cara de velho, mas ainda com muita energia, parecia forte o suficiente para me segurar e evitar minha queda, o que que me assustou, pensei que ele iria me impedir, logo percebi que ele estava esperando que eu chegasse ao final da queda. E ainda tinha aquela menina, que agora não brilhava mais, mas no lugar de brilho existiam dentes pontiagudos e olhos muito vermelhos, seus pés estavam descalçados e cheios de terra, sujos, suas roupas que era tão bem feitas agora estavam com rasgos e remendos. A única coisa que continuava em ordem era seu cabelo muito bem penteado com duas tranças que pareciam não se desmanchar nunca.
E então acabou. O chão chegou, arrebentou minha cabeça e me livrou de toda aquela dor. E eu ainda estava lá pra saber que tudo tinha chegado ao fim.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Livro Um - Despertar
Era uma vez alguém assim como eu, com meu nome, que se vestia como eu me visto e andava como eu ando. Essa é a minha história, a minha suposta história. A minha história em outra vida, em outro tempo, outro lugar, outra dimensão. Recomendo aos que não podem crer na existência daquilo que é descrito aqui, não leiam, e aos de pouca fé, parem por aqui, aos que estão com espirito fraco, não tenham nem a mínima curiosidade de saber sobre esta história, pois ela não é uma boa história. Espero que esse alerta sirva, pois eu não me responsabilizo pela verdade da forma que você vai encarar ao ler este conteúdo e não prometo finais, muito menos finais felizes.
Tudo começa com um garoto, um garoto que não sei ao certo a idade, mas é um garoto pequeno, talvez esteja na terceira série do ensino fundamental, talvez esteja entrando na primeira série. O tempo não existe em sua consciência, a hora simplesmente passa, mas não existe para ele. Ele era um garoto comum, um garoto sorridente, um garoto extrovertido e que adorava brincar. A felicidade era sua amiga, sua melhor amiga. O mundo era seu parque de diversões, o melhor parque. Mas o mundo não gostava desse garoto, ele tinha grandes planos pra ele. Grandes planos para desgraçar com toda a vida dele, para acabar com toda sua alegria.
O mundo é muito ardiloso! Ele apresentou o melhor de todos os presentes a esse menino, ele abriu seus olhos. Ele deu ao garoto o dom de ver aquilo que não se vê. E é assim que começa. É assim que começa o questionamento, o tentar entender daquilo que não se entende. Logo se vê que o mundo não é um parque de diversão, logo ele não sorri mais nas fotos. Logo ele vê seus pais brigarem, logo ele não sente mais amor em sua casa. Logo ele vê pessoas morrerem, logo ele tem pesadelos com os vivos. E tudo vai acontecendo assim, logo, logo, um atrás do outro para o caminho mais tortuoso que existe na vida.
A esperança começa a ficar fraca, o amor começa a lutar desesperadamente como pode. A fé quer existir.
O mundo é ardiloso! Ele dá mais um presente a este garoto. Agora o garoto vê ainda mais além, ele vê o caminho que a morte faz antes que ela venha, ele vê a destruição que irá chegar antes que desmorone. Mas o garoto é novo demais para entender. E o mundo nem liga, ele só precisa esperar. Em um dia a morte chega, a destruição destrói e esse garoto entende, ele vê que tudo tem fim, que tudo acaba, nada é eterno. Assim o mundo ensina mais uma lição valiosa a esse garoto. Ensina que tudo morre, tudo é destruído.
A esperança se vai, morre como se nunca tivesse existido. Sem vestígios.
Colocaria um marco para tudo isso, talvez quando eu cai, bati a cabeça naquela prateleira de vidro que caiu sobre mim. Talvez eu simplesmente acordei assim um dia. Nunca saberei.
Mas foi assim que o mundo me martelou, me pregou, me matou. Foi assim que aprendi, conheci e desde então tenho vivido acordado vendo pessoas dormindo. O Sofrimento foi grande, mas foi aliviado um dia um grande e interminável bloco de cimento. Agora é hora de despertar a sua mente!
Tudo começa com um garoto, um garoto que não sei ao certo a idade, mas é um garoto pequeno, talvez esteja na terceira série do ensino fundamental, talvez esteja entrando na primeira série. O tempo não existe em sua consciência, a hora simplesmente passa, mas não existe para ele. Ele era um garoto comum, um garoto sorridente, um garoto extrovertido e que adorava brincar. A felicidade era sua amiga, sua melhor amiga. O mundo era seu parque de diversões, o melhor parque. Mas o mundo não gostava desse garoto, ele tinha grandes planos pra ele. Grandes planos para desgraçar com toda a vida dele, para acabar com toda sua alegria.
O mundo é muito ardiloso! Ele apresentou o melhor de todos os presentes a esse menino, ele abriu seus olhos. Ele deu ao garoto o dom de ver aquilo que não se vê. E é assim que começa. É assim que começa o questionamento, o tentar entender daquilo que não se entende. Logo se vê que o mundo não é um parque de diversão, logo ele não sorri mais nas fotos. Logo ele vê seus pais brigarem, logo ele não sente mais amor em sua casa. Logo ele vê pessoas morrerem, logo ele tem pesadelos com os vivos. E tudo vai acontecendo assim, logo, logo, um atrás do outro para o caminho mais tortuoso que existe na vida.
A esperança começa a ficar fraca, o amor começa a lutar desesperadamente como pode. A fé quer existir.
O mundo é ardiloso! Ele dá mais um presente a este garoto. Agora o garoto vê ainda mais além, ele vê o caminho que a morte faz antes que ela venha, ele vê a destruição que irá chegar antes que desmorone. Mas o garoto é novo demais para entender. E o mundo nem liga, ele só precisa esperar. Em um dia a morte chega, a destruição destrói e esse garoto entende, ele vê que tudo tem fim, que tudo acaba, nada é eterno. Assim o mundo ensina mais uma lição valiosa a esse garoto. Ensina que tudo morre, tudo é destruído.
A esperança se vai, morre como se nunca tivesse existido. Sem vestígios.
Colocaria um marco para tudo isso, talvez quando eu cai, bati a cabeça naquela prateleira de vidro que caiu sobre mim. Talvez eu simplesmente acordei assim um dia. Nunca saberei.
Mas foi assim que o mundo me martelou, me pregou, me matou. Foi assim que aprendi, conheci e desde então tenho vivido acordado vendo pessoas dormindo. O Sofrimento foi grande, mas foi aliviado um dia um grande e interminável bloco de cimento. Agora é hora de despertar a sua mente!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Uma Carta
Apesar de muitas coisas que passamos, eu sinto realmente sobre nossas
vidas o simples fato de que as únicas coisas que nos restam apesar de
tudo que acontece é exatamente a fé, esperança e o amor.
Onde temos a Fé de que não estamos num relacionamento vazio, mas algo
consagrado, com propósito e eterno.
A Esperança de que iremos superar todos os obstáculos que ainda viram,
pois a nossa caminhada ainda nem começou, mas esperamos encontrar algo
melhor lá no meio de tudo, algo que possa superar tudo que um dia
sonhamos.
E a coisa mais forte que temos e mantém a força de tudo que somos e
fazemos é o Amor. Um amor que não é passageiro, um Amor que não é
carnal. Mas na sua forma mais simples e perfeita, um amor que vem de
Deus e que é a nossa base.
Por isso fico tranquilo quando penso no futuro. Sei que para nós só
está reservado os melhores planos e promessas.
E nossos filhos não terão vergonha, mas dançarão e louvarão de tanta
felicidade que o Senhor vai trazer para dentro de nossa casa. Nossa
felicidade ainda não está completa, pois a obra dEle em nossas vidas
ainda não acabou.
vidas o simples fato de que as únicas coisas que nos restam apesar de
tudo que acontece é exatamente a fé, esperança e o amor.
Onde temos a Fé de que não estamos num relacionamento vazio, mas algo
consagrado, com propósito e eterno.
A Esperança de que iremos superar todos os obstáculos que ainda viram,
pois a nossa caminhada ainda nem começou, mas esperamos encontrar algo
melhor lá no meio de tudo, algo que possa superar tudo que um dia
sonhamos.
E a coisa mais forte que temos e mantém a força de tudo que somos e
fazemos é o Amor. Um amor que não é passageiro, um Amor que não é
carnal. Mas na sua forma mais simples e perfeita, um amor que vem de
Deus e que é a nossa base.
Por isso fico tranquilo quando penso no futuro. Sei que para nós só
está reservado os melhores planos e promessas.
E nossos filhos não terão vergonha, mas dançarão e louvarão de tanta
felicidade que o Senhor vai trazer para dentro de nossa casa. Nossa
felicidade ainda não está completa, pois a obra dEle em nossas vidas
ainda não acabou.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Tolo Educado
No jogo da vida só vence aquele que escuta. Ser exemplo para seus
filhos é educar.
As Atitudes das pessoas sempre falaram mais que suas palavras, ser
aquilo que você espera ver de outras pessoas sempre é a melhor maneira
de fazer com que as pessoas sejam mais parecidas com o que você deseja,
pois elas notaram em fatos aquilo que você é e não apenas ouviram o que
você diz, terão uma base para seguir com o que você faz.
Percebi ao longe de minha curta vida coisas que ninguém mais poderia
perceber se não tivesse a mente de um velho decrepito de 51 anos. Pude
ver o sentido em que o mundo se move, essa maneira espetacular que a
natureza se ergue a cada manhã para saudar e criar um novo dia. Vejo
coisas que ninguém mais pode ver, pois vejo sempre além do que os olhos
podem ver, vejo o que está para existir. Mas sei que outras pessoas não
tem essa mesma visão, não conseguem abrir seus olhos para esse outro
lado do mundo que não pode ser compreendido tão facilmente. Sei que as
vezes tudo parece completamente confuso para essas pessoas, coisas que
para mim são simplesmente simples de modo tão simplificado que chega a
parecer óbvio.
Mas é óbvio para quem conhece e não para quem nunca viu. Por isso
mantenho a fé de que se eu mostrar através de coisas simples a
existência de um outro lado do mundo essas pessoas iram entender e
finalmente abrir os olhos, não faço isso usando palavras, ficando
bravo, zangado ou irado e desistindo, mas com muita força e
perseverança apenas esperando que um dia o conhecimento as atinja assim
como um bola de basquete acerta a cabeça de um jogador distraído
(doloroso, afinal meu trabalho tem que me fazer rir de alguma boa
desgraça alheia).
Não se educa falando, se educa fazendo!
filhos é educar.
As Atitudes das pessoas sempre falaram mais que suas palavras, ser
aquilo que você espera ver de outras pessoas sempre é a melhor maneira
de fazer com que as pessoas sejam mais parecidas com o que você deseja,
pois elas notaram em fatos aquilo que você é e não apenas ouviram o que
você diz, terão uma base para seguir com o que você faz.
Percebi ao longe de minha curta vida coisas que ninguém mais poderia
perceber se não tivesse a mente de um velho decrepito de 51 anos. Pude
ver o sentido em que o mundo se move, essa maneira espetacular que a
natureza se ergue a cada manhã para saudar e criar um novo dia. Vejo
coisas que ninguém mais pode ver, pois vejo sempre além do que os olhos
podem ver, vejo o que está para existir. Mas sei que outras pessoas não
tem essa mesma visão, não conseguem abrir seus olhos para esse outro
lado do mundo que não pode ser compreendido tão facilmente. Sei que as
vezes tudo parece completamente confuso para essas pessoas, coisas que
para mim são simplesmente simples de modo tão simplificado que chega a
parecer óbvio.
Mas é óbvio para quem conhece e não para quem nunca viu. Por isso
mantenho a fé de que se eu mostrar através de coisas simples a
existência de um outro lado do mundo essas pessoas iram entender e
finalmente abrir os olhos, não faço isso usando palavras, ficando
bravo, zangado ou irado e desistindo, mas com muita força e
perseverança apenas esperando que um dia o conhecimento as atinja assim
como um bola de basquete acerta a cabeça de um jogador distraído
(doloroso, afinal meu trabalho tem que me fazer rir de alguma boa
desgraça alheia).
Não se educa falando, se educa fazendo!
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